As pequenas mãos tocam os dedos grandes e, após reconhecer o toque, o abraçam. O sorriso se faz presente na dona das mãos grandes e mãe das pequenas. Tão pequenas que lutam contra a morte. Porém o sorriso, por de trás dos tubinhos de oxigênio, é visível, enquanto as pequenas mãos seguram o grande dedo. Porém, quando a enfermeira vai ajeitá-lo outra energia toma conta da cena, como se o pequeno soubesse exatamente quem o está tocando, apesar de possuir apenas dois meses. É como se um cordão umbilical invisível unisse, mãe e filho. Uma magia, inexplicável. Que se faz presente nos olhos da mãe, que – cheios de lágrimas – sonham em ver aquele pequeno desfilar pelo mundo e encantar a todos. Olhos que tem dentro de si a esperança de ver, um dia, aquelas mãos serem utilizadas para o trabalho digno, para abraçar o amor e ajudar ao próximo. Olhos que, cheios de lágrimas, parecem sentir cada segundo de dor e agonia da pequena mão, que flutua no ar como se procurasse o grande dedo. A alegria se mistura com a tristeza. Alegria de ter, finalmente, conseguido ter um filho e tristeza por ele estar em uma incubadora entre a vida e a morte. Enquanto toca aquele pequeno, o sorriso se apresenta nos lábios da mãe. Porém quando se afastam, por um segundo, o coração já começa a chorar. Cada telefonema, um novo susto. E a luta continua. Sempre sendo renovado por aquele singelo segundo em que as pequeninhas mãos agarram com amor e ternura o grande dedo. Transformando física a ligação divina entre uma mãe e um filho. Que essas pequenas mãos não se esqueçam dessa batalha, nem tampouco das que virão. Para que, um dia, possa agradecer aos grandes dedos tudo o que foi conquistado. Que essas pequenas mãos, não sejam um dia significado de morte para aqueles olhos cheios de lágrima que tanto sonham com um futuro feliz para toda a família. Como tem acontecido, em alguns casos. Que dinheiro e bens matérias não façam esquecer o cordão invisível deste amor inexplicável. Deste sentimento divino. Os pequenos dedos agora repousam, enquanto a mãe sai do hospital. Acabou o horário de visitas. Porém no próximo dia ela retornará. Até que aquele pequeno possa em seus braços dormir, correr, chorar, ser amamentado e, enfim, viver plenamente
sexta-feira, 7 de junho de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Ser campeão!
A bola vai rolar, mas antes disso uma cidade se inflama. Olhos
atentos a todos os movimentos dos gladiadores de amarelo, branco e preto. Uma
cidade em movimento, que se desloca, a partir de hoje, a um só rumo: o titulo!
Antes mesmo de os soldados entrarem na batalha, a nação tricolor já se prepara,
compra a carne no mercado ou arruma a mala para a viagem, todos unidos pelo
sentimento de ansiedade. Em um ônibus, em particular, encontram-se a caminho da
ultima batalha, os guerreiros que defenderão a nação, na guerra contra o inimigo.
Nos pés de cada um, porém, muito mais que meias e chuteiras, a esperança de
cada cidadão desta nação se faz presente. Alguns podem, com todo o ceticismo,
pensarem que isso não ajuda em nada... “É só política do pão e circo”. Porém, tenho certeza, nunca viveram a emoção
de levantar uma taça. Mas respeitemos as opiniões. Porém tenham certeza que, em
Chapecó, estará em jogo muito mais que o titulo: estará em jogo a felicidade de
uma nação. Serão 190 mil pessoas influenciadas por noventa minutos de uma
guerra! Já que a alegria contagiará toda a cidade e na segunda-feira todos
voltarão aos seus postos, na batalha do dia a dia, com uma motivação sem igual para
aquecer nossa economia. Uma cidade em
chamas e ansiosa. Esperando que um grito, que há muito está preso, seja
libertado sem pudor pelas ruas. Por um dia, ao menos, todas as dores e mazelas
da vida cotidiana serão esquecidas. Todo o rancor, ódio e inveja, que fazem
parte da vida humana, serão digladiados pela alegria! Porém, para que isso aconteça
tudo dependerá do comandante e de seus comandados. Serão os noventa minutos
mais longos da vida de todos os cidadãos desta nação tricolor. Cada segundo
será como um dia, cada minuto, um ano. E até que seja ouvido o apito final, e o
grito possa ser solto... Muitos corações quase enfartarão. Muito mais que uma
final, muito mais que um jogo, é uma batalha onde se depositará a esperança, a
felicidade de toda a República Federativa Tricolor, que acredita e espera
soltar o grito que a muito não ecoa pelos bairros e vilas de Criciúma: “É
campeão”.
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