sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Novo Ano, Nova Vida

Fogos, bebida, festa e esperança. Assim começou o ano, para alguns. Televisão, refrigerante, silêncio e dor. Assim começou o ano, para outros. Porém é inegável que nasce um novo ano. Novas conquistas, novas perdas. Novos amores, novas brigas. Novos dias, horas e meses. E, assim, a alma respira e se renova. É tempo de reflexão. Porém alguns seguem apenas boiando no mar da vida, deixando a maré os levar. Enquanto outros constroem sua jangada e tentam dominar o vento para zarpar em busca da sua terra prometida.  Ano de Copa do Mundo no Brasil. Ano de eleições presidências. Ano de mudança? Esperamos que sim. Esperamos voltar as ruas e pedir mais educação e saúde para um governo que gasta milhões com uma máquina pública ineficiente e paternalista. Queremos mudar! A violência que assola as ruas e que nos trancafia dentro de nossos medos. Quando dirigimos temos de cuidar de todos e de nós, pois não sabemos quando poderá surgir um bêbado e invadir nossa pista levando consigo nossa história. Quando vamos adentrar aos portões de nossas residências temos que olhar com cautela quem está próximo, pois uma arma pode ser colocada em nossas cabeças e nosso “investimento” de uma vida ser levado. Não se pode mais nem dar aquela namoradinha no carro, na frente da casa da amada. Os riscos aumentam a cada segundo.  Enquanto isso nosso dinheiro jorra do planalto para contas na suíça. Porém ser brasileiro é não desistir nunca! E mais um ano esperamos melhoras. Em 2013 demos nosso grito de misericórdia e em 2014 é hora do grito de ordem! Vamos para a rua novamente, vamos quebrar este governo falido, para que se esqueça dessa politicagem e se faça política. Ou então deixemos que se criem “Ministérios da Felicidade”, como no caso dos venezuelanos. Felicidade pra quem? Para os 36 ministros que comandam forças falidas e mortas em si.  Vamos construir nossa jangada! Pois é assim que se começa a mudança. Dentro de cada um, dentro das nossas atitudes. Em 2014 não fure a fila do trânsito pelo acostamento, não busque vereadores para burlarem o SUS, não seja omisso, não aceite vale gasolina dos candidatos, não traia sua amada, não desperdice água, não jogo lixo nos rios... Enfim é tempo de mudar as atitudes, pois não são os grandes ícones que fazem o mundo se modificar, mas cada um de nós. Dentro de nossas vidas, dentro de nossas atitudes.  Que 2014 seja um ano melhor em todos os sentidos! Embora as tragédias já estejam anunciadas.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Crônica de um amor

O amor simplesmente chega arromba a porta e entra. E não tem essa de pedir licença não. É na porrada mesmo. Às vezes pode demorar uns dias, meses ou anos, como, também, um instante. No meu caso demorou o tempo de um beijo. O primeiro beijo. Foi tiro e queda. Um beijo e já senti um estalo em meu peito. Uma certeza que vinha das profundezas do infinito e que acertava meu coração. Era o amor quebrando tudo ou a flecha de algum cupido. E , desta forma, começa o ciclo dos amantes. Primeiramente vem a ilusão de que tudo é perfeito e que sempre será. Até que alguma atitude do ser amado vem e bagunça tudo. E, desta forma, se aprende a primeira grande lição: “Quem ama perdoa”. Sim! Quem ama perdoa os erros do ser amado, não incluamos nessa máxima alguma traição. Porém não existe uma fórmula perfeita. Porque o amor não vem com bula, nem tampouco com alguma legislação ou código civil.  É um sentimento um pouco anárquico que se constrói dia a dia. Aprendendo com cada novo ato da vida conjugal. Até que os defeitos começam a aparecer, um por um. E, desta forma, aprendemos a segunda grande lição: “Quem ama compreende”.  Isso mesmo... Não existe amor, se não há compreensão. Digamos que, talvez, essa palavra seja o grande cimento de um relacionamento. Entender os defeitos um do outro e aprender a conviver com eles. Já que existem, também, as qualidades. E é ai que começa a se criar uma dinâmica de casal. E as coisas começam a andar e a serem decididas em consenso. Já que em um relacionamento não pode existir um mandante, ambos têm que se dedicar e se furtar de algumas coisas. Se a balança pesa apenas para um lado, problemas hão de surgir.  E é geralmente quando começam os problemas ou então algum engraçadinho começa a se aproximar que a sirene toca. E aí entra outro sentimento, irmão do amor: o ciúme. Quem não souber controlar esse sentimento, pode se dar mal. E assim, quando as suspeitas são infundadas, se aprende a ultima grande lição: “Quem ama confia”.  Não há sentido em se aventurar em um relacionamento sério se não houver confiança.  Claro que a confiança se constrói com o tempo e com as declarações dadas todos os dias. Sim! Todos os dias, para que nenhum dos dois esqueça o porquê de terem decidido encarar esse grande hospício chamado mundo de mãos dadas.  Talvez a confiança seja a base da casa do amor.  Confiança, perdão e compreensão. Palavras fundamentais, porque embora o amor invada nossa residência sem avisar é preciso tratá-lo bem para que ele fique aconchegado e não vá embora.  Há um ano o amor invadiu minha casa e junto com ele entrou a felicidade.