terça-feira, 24 de maio de 2011

O elefante e o medo

Em um dia chuvoso, como tantos outros, estava vendo um filme. Nem lembro qual era o nome, nem tampouco a história. Lembro apenas de uma cena. Um médico mostrou para o seu paciente uma imagem de um elefante preso em uma pequena estaca. Então sem entender nada o paciente perguntou: “O que é isso?”. Ele respondeu: “O que é maior... A estaca ou o elefante?”. “O elefante”, respondeu o paciente. “Por que ele não foge então?” – observando a reação do paciente emendou-“Pois está, desde criança, preso com esta corda nesta estaca. Então, agora, adulto ele acredita que não pode vencê-la, mesmo sendo muito mais forte que ela”, finalizou o médico. Enquanto desenrolava o filme fiquei a raciocinar... Quantas estacas nos prendem? O que acreditamos não poder vencer? Será que somos mesmo livres? Logo uma palavra figurou em meu corpo... MEDO. Estamos sempre com medo. Fomos criados através dele. Medo de apanhar, medo de cair, medo de ser pego no esconde-esconde, medo de levar bronca... Tudo envolve o medo. Quando crescemos, continuamos presos a esta estaca. É o medo de perder o emprego, que nos faz aceitar condições absurdas de trabalho. O medo de ficar solitário que faz com que, alguns, aceitem parceiros violentos e mesquinhos. O medo... Sim, estamos presos ao medo. Dizem que ele é necessário e acredito que seja... Mas não podemos nos aprisionar a ele. Nós podemos vencê-lo, e temos que o fazer, dizem, ao menos uma vez por dia. Sim... Ainda estamos presos a esta estaca. Observem suas atitudes e comecem a contar, quantas coisas deixamos de fazer por medo. Medo do novo, medo de um bandido, medo de morrer... Pense, reflita! Temos, pois, que romper esta barreira. Somos os elefantes? Não sei... Mas não podemos continuar aprisionados e ficar reprimindo o que sentimos e o que queremos. Vamos lá é hora de se expressar sem medo, sem se autocensurar. Afinal... Quantos universos novos deixamos de conhecer aprisionados nas mesmas estacas? Quantas oportunidades de conhecer o novo e expandir nosso conhecimento? Chega de perder oportunidades, pelo medo. Pense e reflita! Perceba as suas estacas e as vença, e, assim, verás um mundo diferente do que vês agora... Conheça as suas estacas, e veja a vida com mais sabedoria.




segunda-feira, 16 de maio de 2011

Quarto Escuro

Estou em um quarto escuro e vazio. Minha voz quer apenas calar-se e sentir toda a minha tristeza. Toda a solidão trancafiada em meu ser... Nefando minha razão. Lembro da hipocrisia. Lembro de pessoas julgando e falando mal de outras. Vejo-me fazendo isso. Sinto-me péssimo e decido não mais falar nada de ninguém. Chega de buscarmos a perfeição que não temos. Chega de apontarmos os defeitos de outrem e esquecermo-nos dos nossos. Ligo meu som e apenas uma voz se ouve. Cantando emoções, compreendendo aonde quero chegar. Sinto-me mal e triste ao ver pessoas se dividindo por religião. Se dividindo por times, por gostos musicais, por opções sexuais... Por tudo. E me vejo fazendo isso também.  Minha nume grita para que isto pare... Afinal quem sou eu? Quem somos nós? Quais nossas diferenças? O que nos torna melhor ou pior do que qualquer um? Não consigo aceitar... Pessoas destruindo as outras para se elevar. Somos todos iguais. Somos um time! Uma equipe... E cada um tem sua importância. Todos nós contribuímos para esta sociedade de alguma forma. Chega de menosprezar os outros. Chega de buscarmos confortos em coisas fúteis e sem sentido. Está na hora de dizermos pura e simplesmente que precisamos da atenção dos outros. Precisamos nos sentir inseridos em algum grupo, nos sentirmos inseridos na sociedade, pois essa é nossa natureza. Estou cansado de viver preocupado com o que vão pensar de minhas atitudes. Estou cansado de zelar por uma imagem, de construí-la e me desconstruir. Agora tento me esconder por debaixo de minhas cobertas. Meu corpo sente a música penetrar em minha alma... “E nossa história, não estará pelo avesso assim sem final feliz, teremos muitos motivos pra cantar...”. Enquanto meus ouvidos e meu corpo digerem esses versos minha mente me metralha com minhas atitudes. É uma luta difícil e necessária. Não quero mais ser hipócrita. Não quer mais mentir para mim mesmo e nem me achar perito de coisa alguma. E no fim acabo descobrindo que nada sei desta vida... E que apenas uma coisa importa: o amor. Quero ter o amor de minha família de meus amigos e encontrar o amor verdadeiro de uma mulher. Viver coisas de verdade... Sentir mais que raciocinar e, assim, viver cada momento e eternizá-los com a máquina fotográfica! Fecho meus olhos e ponho-me a dormir, agradecendo e buscando me mudar. Lutando com meus eus...