Caminhava na praia, sozinho. Foi quando vi, escrito na areia, dois nomes. Grifados, talvez, com muito amor. Ali naquela areia branca alguém escrevera: Felipe e Jéssica. Talvez o jovem casal quisesse demonstrar seu amor. Devem ter escrito juntos, de mãos dadas, depois ele disse algumas coisas de amor e num beijo selaram mais um momento feliz. Continuo a caminhar, e ao fitar o mar começo a imaginar. Como teria sido o primeiro encontro dos dois? Será que ele sempre passava na frente da loja da dela – como meu tio fazia? Será que se viam na faculdade? Talvez eles tenham se encontra na balada, ao som de uma musica eletrônica, aliás não consigo entender esse negocio de Psy e House... Para mim são todas iguais. Talvez estivessem bêbados de mais. Ela com as amigas Dançando e vendo-o com os amigos, como sempre, parados no canto. Então ele se aproxima, dança com ela. Ambos se olham e se beijam. Depois de muito amor carnal ele pergunta: “Qual o seu nome?”. E ali começa o interrogatório, ao menos ficam juntos. Pelo menos, até ela ou ele ir embora. Combinam então de se encontrar na praia. Ele ainda sem acreditar fala com o amigo: “Meu que gata!”. Impressionado vai ao encontro dela na beira-mar. Ambos se olham e percebem um ao outro. “Ela era um pouco diferente”, pensa ele, ao mesmo tempo em que ela pensa: “Ele era mais fortinho ontem”. Porém nenhum dos dois pode dizer não, agora que já está marcado o encontro. Ambos se olham e se beijam. A conversa é fácil e no calor do momento acham um graveto e escrevem os seus nomes. É deve ter sido assim. Acho que aquele negócio de ficar esperando dias e meses pelo primeiro beijo, realmente acabou. Volto para ver se encontro, novamente, a grafia de meus pombinhos. Porém o mar já levou consigo os dois nomes apaixonados que estavam ali grafados na areia do tempo.
segunda-feira, 7 de março de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
A política e a politicagem
“O que é a política?”, perguntou o professor aos seus alunos do ensino superior. “É a arte de roubar dinheiro do povo”, respondeu um deles enquanto outro emendava. “É um sinônimo de corrupção”... E assim cada um foi respondendo de acordo com o seu ponto de vista, mas sempre mantendo a linha. Até que o professor olhou para cada um dos seus discípulos e disparou: “Errado! Todos vocês estão errados. Isso não é a política. O nome disso é politicagem. Senhores, infelizmente devo lhes dizer que essa visão limitada de vocês é que impede nosso amadurecimento político. A política é a arte de governar em prol do bem comum, através das relações humanas. Logo se você escolheu ter um, ou dois filhos em sua vida, esta é uma decisão política. Como? Simples. Antigamente quando éramos um país agrário as mulheres casavam com 14 anos e com 15 já começavam a ter filhos, já que a sociedade exigia isso dela. Seu pai pressionava para ter bastantes netos e o governo dava incentivo. Passado esse período, uma onda, nascida na Europa, fez com que os países começassem a adotar o controle de natalidade. A idéia chegou aqui e as mulheres começaram a não querer mais terem tantos filhos, pois já não encontravam incentivo para isso. A mentalidade, através de uma ação política, foi modificada e o nosso comportamento junto com ela. Atualmente ficamos horrorizados se vemos adolescentes com 15 anos grávidas. Então, Não podemos restringir a política e colocá-la como se fosse apenas o Estado ou os Políticos. Nós somos agentes políticos e todas as nossas atitudes influenciam no convívio em sociedade. Imaginem que vocês vão estacionar o carro, porém o estacionam de uma maneira que ele ocupe duas vagas, por exemplo, e uma pessoa chega no local, pois trabalha ali, e não encontra estacionamento, já que seu carro está estacionado ali, então ela estaciona longe, se atrasa para o serviço e é demitida. É uma possibilidade, mas que mostra como as nossas atitudes, que são políticas, influenciam na vida em sociedade. Não somos seres isolados. E você - gostando ou não – é influenciado por toda ação política, independente de onde ela inicie. Quando votamos estamos dando nossa parcela de decisão nas matérias que nos caberiam e entregando-a para quem votamos, legitimando assim o seu poder de decidir em nosso nome matérias que influenciarão nossa vida, como o salário mínimo, por exemplo, ou que moldarão nosso comportamento. Vamos supor que um deputado crie uma lei que casais de homossexuais podem se casar e adotar crianças, etc. Essa lei é aprovada. Logo vários casais começam a casar e a adotar crianças, ou utilizar barrigas de aluguel. A sociedade poderá, daqui a uns 15 anos, considerar isso comum, mudando o seu comportamento, que atualmente, ainda é preconceituoso. Lembrando aqui que não estou defendendo nenhuma posição, estou simplesmente levantando uma situação hipotética para que vocês entendam. Para concluir devo-lhes dizer, com pesar, que o Brasil é o país mais fácil de governar, atualmente, pois todos nós acatamos o que é decidido, justamente por não acreditar em mudanças por estarmos iludidos com a politicagem. Porém o que eu, você, ele... Nós! Fazemos para mudar esse quadro? Nada. Por isso que precisamos fortalecer e discutir a Política desde criança. Para que todos na hora de escolher entendam o processo de escolha e como funciona a democracia “presi-parlamentarista” deste país e assim ter mais sabedoria”. Terminada a fala o silêncio reinou na sala. Não saberia descrever se os alunos estavam pondo a mão em sua consciência, debatendo o assunto com seu auterego ou dormindo, como sempre.
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