terça-feira, 12 de outubro de 2010

Amigos

Cada amigo é um anjo enviado para nos ensinar a arte de viver. Ensinar-nos a sorrir, chorar, amar e odiar... A sermos nós mesmos. Cada anjo é uma estrela em nosso céu negro, buscando iluminar pequenas memórias que nos fizeram crescer. Momentos que passamos e aprendemos um pouco. Somos feitos de sonhos, esperanças, amor e, sobretudo, de amizades. Nossos anjos estão sempre ao nosso lado. Podemos reclamar do que for... podemos não ter a vida que sonhamos... Mas se temos amigos, se temos família... Ao menos sabemos o caminho para a felicidade. De que adianta sermos reservados, lutarmos por bens materiais e vivermos cercados daqueles que só querem usurpar nossos bens? De que adiante buscar o ouro, se podemos lapidar nosso diamante – o coração- todos os dias? Amigos, meu tesouro não está em minha casa, pois minha casa são vocês. Não está em minha fortuna, se é que tenho, mas em cada cena de minha vida a qual vocês estiveram ao meu lado, me ensinando. E assim, nos construímos. Conhecemo-nos. Amigos, são anjos, são estrelas que iluminam o nosso céu escuro. Que não deixam com que caiamos no mar da desolação da autocomiseração. Amigos nos guiam pela tormenta e são nossa terra firme. O que seria de nos sem amigos? E quando falo de amigos, senhores, incluam a família. Pois a família é aquele porto onde sempre teremos lugar. Onde podemos, apesar de diversos anos longe, voltar e nos sentirmos felizes... Amados. Senhores... Não deixemos o orgulho afligir e acabar com nossas amizades. Não deixemos os dragões de nosso tempo nos devorar. Pouco importa nossa posição social... Nossos projetos particulares. Sem amigos, sem o amor, sem termos nossas bases, nossas pernas, não poderemos caminhar. Amigos são anjos, que nos guiam quando perdemos tudo em uma enchente, quando a escuridão domina nossa nume. Amigos são aqueles pelos quais lutamos sem medir forças e que, sempre, nos acolherão seja em suas casas, em seu coração. Amigos são cada célula de nosso corpo. O que seria de nós sem essas estrelas, que iluminam nossa escuridão? Por isso que a cada dia devemos agradecer a vida e ao destino a graça de termos amigos. A graça de poder viver e encontrar pessoas tão boas e solicitas. Agradeçamos aos amigos, senhores, e ao sentimento de amor que nos envolve. E vamos lá! Caminhar por esta estrada... Aumentando, cada vez mais, as estrelas em nosso céu negro. 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Diga não a obrigatoriedade do voto!

Não sou um cronista, nem tampouco consigo manter meu compromisso com esta página. Trabalho e estudos me comem muito tempo. Devo desculpas a vocês leitores. Porém creio que não poderia deixar de falar sobre as eleições. Tanto que reservei um tempo, deixei os livros e afins de lado para – palavra por palavra – mostrar a vocês o óbvio... Claro que de uma forma rebuscada. Já que o papel de loucos como eu, que escrevem sem parar, é simplesmente fazer com que vocês leitores enxerguem as sutilezas de se viver. No caminho da faculdade até minha casa pensei várias vezes em como começar este humilde texto. Diversas idéias me vinham à mente. Poderia falar de uma porção de coisas, como a falta de interesse nossa com os candidatos, o fato de não sabermos propostas de nenhum deles, o fanatismo político partidário que tanto enoja minhas veias, as compras de voto e o comércio nas eleições, dentre muitos outros assuntos. Contudo, porém, antes que delineasse algumas palavras para “enfeitar” o papel branco do word, ocorreu-me que de todos esses assuntos  já cansaram dos holofotes da mídia. A grande maioria está “careca” de saber o que rola em período eleitoral. Então, como nos desenhos animados, uma lâmpada acendeu sobre minha cabeça. E uma grande pergunta – base de todas as boas filosofias – dominou minha nume. Porque odiamos o horário eleitoral? Será que é porque ele interfere na nossa rotina, encurtando ou modificando os programas que costumávamos assistir naqueles horários ou pelo fato de não acreditarmos no que os “engravatados” dizem? Digamos que as duas opções. Existem os que não gostam por um, ou que não gostam por outro. Porém, como ainda existem pessoas que ouvem a Hora do Brasil, há os que não perdem um programa eleitoral gratuito. E é esta opção de escolha que nos torna um país democrático. O que me leva a pensar no grande paradoxo das eleições. Se nosso país é democrático, porque o voto é obrigatório? Você pode pensar leitor: “É obvio, porque assim ninguém votaria”. E se, de fato, isso acontecesse teríamos de repensar nossa estrutura política. Já que a falta de votantes seria a demonstração de incredulidade e insatisfação com a classe política, ou politiqueira, como você preferir. Acho que o medo vem nos obrigando a enterrar nosso país. Já que no sistema atual os poucos interessados em exercer seu papel de cidadão não decidem as eleições. E a grande maioria – que odeia política, não entende e não quer entender – decide quem serão os nossos governantes. Fora que muitos vendem seu voto e o trocam por gasolina, botijão de gás, dentadura, entre outros favores. E, geralmente, os incrédulos que pensam: “Todos os políticos são iguais”, serão os mesmo que tentarão ganhar algo com as eleições. “Já que eles vão continuar roubando meu dinheiro mesmo e ninguém vai puni-los. Pelo menos vou faturar” e assim tudo o que construímos vai por água abaixo. O odiado horário eleitoral vive esquecido, coitado. Justo o programa que todos deveriam ver ou ouvir para conhecerem os candidatos, saberem de sua biografia e de suas propostas fica esquecido. Candidatos são defendidos cegamente porque simplesmente gostamos dele ou ganhamos algo. Se o voto não fosse obrigatório, não digo que a politicagem acabaria, mas pelos menos diminuiria. Os candidatos teriam de apresentar um alto nível, já que além de conquistar as pessoas, teriam que motiva-las a saírem de suas casas no seu único dia de descanso – domingo- para depositarem nele a sua parcela de decisão no futuro do país, Estado e Município. E os horários eleitorais? Deveriam continuar obrigatórios para garantir igualdade para todos os candidatos e o princípio de que qualquer um pode se candidatar. O tempo de cada candidato é que teria de se repensar. Vemos uma desigualdade grande nesse quesito hoje. Por hora amigos, dou a vocês a mesma dica de todos. Escolham pelas propostas e biografia e não vistam a candidatura de ninguém com caso de vida ou morte. Porém para as próximas eleições vamos lutar... Chega da obrigatoriedade do voto! Participa e exerce seu papel de cidadão quem quer e quem realmente tem interesse! É hora de derrubar esse resquício de imposição e de a idéia de liberdade de escolha invadir as eleições. Vota quem quiser!